Muitos estudantes não conseguem ter acesso ao ensino devido aos altos valores praticados por grande parte das editoras de concursos do Brasil. Diante de tal situação fica a dúvida: Quem detém a propriedade intelectual do ensino?

Tendo em vista que o conhecimento (ensino) é um bem imaterial e deveria ser acessível a todos! Porém, atualmente o que acontece é que muitas empresas esquecem do valor social do ensino e passam a mercantilizar o ensino, eliminando automaticamente uma parte da população que não consegue ter acesso ao conteúdo devido a sua situação financeira, ou seja, a educação de qualidade é feita apenas para àqueles que conseguem pagar? Você acha isso justo?

Esse fato não é algo exclusivo das editoras de concursos, infelizmente, atualmente a educação no país passa por um processo de sucateamento dos órgãos públicos, visando enfraquecer o ensino público afim de favorecer grandes corporações que tem o objetivo definido de mercantilizar o acesso ao estudo.

Tal atitude acaba elitizando o acesso à informação e cada vez mais os alunos que tem menor poder aquisitivo acabarão automaticamente eliminado de processos seletivos (concursos), pois, o seu conteúdo teórico comparado à outros candidatos que tem condições financeiras de comprar conteúdos ricos ficará cada vez mais defasado, dificultando exponencialmente a sua livre concorrência em concursos públicos.

Quais são as reais intenções das grandes editoras? Democratizar o ensino através dos seus conteúdos, ou, segregar a população através de práticas de valores exorbitantes?

Na contramão desta prática, algumas plataformas tentam viabilizar o acesso democrático à informação, tendo em vista que muitos conteúdos publicados por editoras não detém registro de propriedade intelectual por serem conteúdos de domínio público é certo ou errado afirmar que as plataformas de rateio são ilegais?

Na nossa opinião, ilegal é selecionar quem pode ter acesso a educação através de parâmetros financeiros. A educação é um bem imaterial, distribuir o acesso é antes de tudo uma função social, não um crime!